Organização e Desenvolvimento
ALEX GARCIA. Pessoa Surdocega. Rotariano Honorário - Rotary Club de São Luiz Gonzaga/RS. Distrito 4660. Escritor. Presidente da Agapasm. Especialista em Educação Especial. Vencedor II Prêmio Sentidos. Líder Internacional para o Emprego de Pessoas com Deficiência - Professional Program on International Leadership, Employment, and Disability (I-LEAD) pela Mobility International USA / MIUSA
INTRODUÇÃO
Prezados Governadores distritais. Presidentes e rotarianos!
Estou trazendo a todos, neste momento, uma iniciativa pensada a alguns meses, porém, adiada por inúmeros fatores. Eu, Alex Garcia, Pessoa com Deficiência, trago a todos (as) o projeto de APOIO POLÍTICO HUMANITÁRIO DOS ROTARYS CLUB À SURDOCEGOS NO BRASIL. Eu, Alex Garcia, Pessoa Surdacega (deficiências audiovisuais), Rotariano Honorário - Rotary Club de São Luiz Gonzaga-RS, destino a muitos anos totalmente minha vida e atuações à Causa dos Surdocegos no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil e Mundo. Acredito ser possível os Surdocegos terem Liberdade Absoluta de Corpo e Mente Podemos perceber que no atendimento destinado e prestado às Pessoas com Deficiência ao longo dos últimos anos tem-se verificadas algumas transformações nas práticas e nos conceitos sócio-culturais pré-estabelecidos com relação às "diferenças existentes" entre os seres humanos, passando de modelos segregadores e excludentes para modelos mais flexíveis do ponto de vista inclusivo. Mas por que desenvolver este projeto? Primeiramente, é claro, por questões estritamente pessoais, pela própria experiência de vida. Em segundo lugar, pela segregação vivida pelas Pessoas Surdocegas ao longo dos tempos. Segregação esta experimentada até mesmo nos modelos especiais de assistência. Este projeto vem de encontro à inexistência de políticas públicas que fomentem assistência adequada a esta população de indivíduos respeitando suas características únicas, específicas e indivisíveis de sua condição. Características estas que há algum tempo já foram reconhecidas, como demonstram os Direitos das Pessoas Surdocegas (anexo), Direitos das Crianças Surdocegas (anexo) e os Direitos dos Pais de Surdocegos (anexo) e a Declaração de Salamanca e Linhas de Ação. É conveniente destacarmos também a inexistência, em nosso meio, de escolas e/ou instituições que possam prestar atendimento de qualidade e voltado às características específicas da Surdocegueira. Em nosso meio, o Surdocego, quando assistido em alguma instituição, este atendimento se dá em instituições de Cegos ou de Surdos, ou seja, em instituições que não satisfazem as necessidades de educação e de reabilitação dos Surdocegos, pois as práticas em Surdocegueira são extremamente diferentes das práticas utilizadas para a Cegueira e para a Surdez. Como podemos perceber, nosso meio sócio-educacional relegou à Surdocegueira e aos Surdocegos características vazias que em nada destacam os reais sentimentos, valores e potencialidades desta população e de sua condição. Com "APOIO POLÍTICO HUMANITÁRIO DOS ROTARYS CLUB À SURDOCEGOS NO BRASIL" estaremos contribuindo para que os Surdocegos crescerem em sua própria existência, como também exercer plenamente sua cidadania visando a melhoria de sua qualidade de vida e uma emergente participação e consideração social-humanitária do meio em que estão inseridos.
OBJETIVO GERAL
Articular e desenolver apoio político humanitário dos Rotarys Club à Surdocegos no Brasil
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Buscar adesão dos Governadores Distritais ao projeto
- Buscar adesão dos Presidentes e rotarianos do Brasil
- Buscar adesão do Rortary Brasil e da Revista Brasil Rotario ao projeto
- Indicar aos Rotarys Club Surdocegos em todo território nacional como potenciais beneficiados do projeto
- Coordenar e orientar as ações envolvidas no projeto
POR APOIO POLÍTICO
Entende-se o apoio e orientações para que os Surdocegos de forma individual e/ou através de suas famnílias possam se movimentar na busca de seus direitos adquiridos como cidadãos brasileiros
POR APOIO HUMANITÁRIO
Entende-se o apoio aos Surdocegos que se encontram em situação de risco e abandono a manterem e ampliar sua qualidade de vida
O SURDOCEGO
"Surdocegos são os indivíduos que têm uma perda substancial de audição e visão, de tal modo que a combinação das suas deficiências causa extrema dificuldade na conquista de habilidades educacionais, vocacionais, de lazer e sociais". (Kinney, 1977, p. 21)
ADERINDO AO PROJETO
Governadores distritais dos RCs. Presidentes e companheiros rotarianos. Por favor, vamos juntar forças. A adesão à este projeto é fundamental para a modificabilidade na vida dos Surdocegos brasileiros. Paaa aderir a esta iniciativa, você e seu RC podem entrar em contato diretamente com o autor Alex Garcia pelo e-mail: surdocegueira@gmail.com
O AUTO DO PROJETO
Alex Garcia nasceu no ano de 1976 na cidade de Santa Rosa no Rio Grande do Sul com uma rara síndrome cujas características incluem a Surdocegueira progressiva além de outras anormalidades. Estudou em escola de ensino regular, já enfrentando grandes dificuldades, mas com apoio familiar conseguiu chegar até a Faculdade. É pós-graduado em Educação Especial - especialização pela UFSM / RS. Alex Garcia é o primeiro Surdocego brasileiro que cursou uma Universidade. Pioneiro no Brasil ao desenvolver a primeira pesquisa em campo para localização de Surdocegos que abrangeu o Estado do RS e teve como principais apoiadores a Federação Sueca de Surdocegos e a Federação Mundial de Surdocegos. É considerado o "pai" da Surdocegueira no Estado do RS. Deu origem e coordenou o Núcleo de Surdocegueira da FADERS - Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHS do Governo do Estado do RS. Desde 2004, de forma voluntária, pela primeira vez no Brasil, estruturou trabalho de Atendimento Domiciliar com as famílias de Surdocegos para informações e orientações educacionais, encaminhamentos médicos e sociais. Preparação de profissionais para atuação com Surdocegos em seus locais de origem adaptando locais e programas especiais em escolas de ensino regular ou especial. Possui cursos de Capacitação na Área de Surdocegueira. Possui diversas participações em congressos nacionais e internacionais como palestrante. Colabora através de orientações para com diversos países e suas organizações de Surdocegos, sendo assim, uma das lideranças mais reconhecidas na Surdocegueira mundial. É membro da Federação Mundial de Surdocegos. Ativista da Inclusão, mais força encontrou para essa função ao fundar a AGAPASM - Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes http://www.agapasm.com.br que conta com um crescente número de participações. O currículo de Alex Garcia pode ser acessado na Plataforma Lattes http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4772188P8
ANEXOS
Direitos das Pessoas Surdocegas
Direitos das Pessoas Surdocegas Promulgados em Estocolmo em 1991 – IV Conferência Mundial "Hellen Keller".
1- Todo país deve criar um censo demográfico de sua população Surdocega para planificar serviços de assistência.
2- A Surdocegueira é uma deficiência singular, e não a simples soma de duas deficiências e por isto requer serviços altamente especializados.
3- É imprescindível dispor de profissionais altamente especializados em cada país e solicitar auxílio de outras nações para o desenvolvimento dos mesmos.
4- A comunicação é a barreira mais importante para o Surdocego no seu desenvolvimento pessoal e educacional. Portanto, deve-se dar prioridade ao ensino de métodos de comunicação eficazes, utilizando todos os sentidos remanescentes.
5- Todo país deve oferecer oportunidades para a educação especializada de Surdocegos.
6- O Surdocego poderá ser integrado e vir a ser produtivo, devendo-se estabelecer programas de capacitação e integração profissional.
7- É necessário dar prioridade à preparação profissional de guias-intérpretes, imprescindíveis para garantir o exercício da cidadania dos Surdocegos adquiridos.
8- Deve-se, facilitar sistemas alternativos de residência para o Surdocego adulto de acordo com sua capacidade e preferências.
9- A sociedade tem a obrigação de facilitar ao Surdocego possibilidades de lazer em integração com a comunidade.
É essencial que se divulguem as possibilidades, necessidades e conquistas dos Surdocegos para que a sociedade colabore na implantação de serviços governamentais e comunitários. Com tal motivo, se propõe a criação da Semana de Conscientização sobre o Surdocego Hellen Keller em 28 de junho, dia do nascimento de Hellen Keller, a mais famosa pessoa Surdocega da história.
Direitos da Criança Surdocega
DIREITO a solicitar objetos, atividades, pessoas e a expressar preferências.
DIREITO a ter escolhas.
DIREITO a recusar objetos, pessoas e atividades.
DIREITO a pedir atenção e interação.
DIREITO a comunicar mensagens e informações (maneira preferida).
DIREITO a que seus atos comunicativos sejam reconhecidos.
DIREITO a ter acesso a um sistema de educação aumentativo.
DIREITO a ter oportunidade para comunicar-se com seus companheiros.
DIREITO a ser informado a respeito das pessoas e/ou atividades no seu ambiente.
DIREITO a uma comunicação com dignidade.
Direitos dos Pais
Haveria que se propagar os Direitos dos Pais, no que se refere à sua cooperação com os especialistas e o cuidado que se deve ter com as crianças deficientes, como segue:
Os pais têm o direito de terem todo o tempo necessário para vencer os inúmeros sentimentos de confusão e de dor que os envolvem quando nasce um filho diferente.
...de dispor de uma informação fidedigna, do ponto de vista médico, psicológico e educativo sobre as condições atuais e futuras possibilidades de seu filho.
...a uma compreensão clara da sua função de pais para atender satisfatoriamente as necessidades específicas de seu filho.
...de participar dos programas de tratamento e de reabilitação de seu filho.
...a uma informação correta e segura dos sistemas e ajuda que a comunidade dispõe para atender as suas necessidades econômicas, intelectuais e emocionais.
...de estabelecer contato com outros pais de crianças com deficiência, a fim de compartilhar seus sentimentos e esperanças, bem como a compreensão humana em resposta ao desafio de educar seu filho com deficiência.
Os pais têm o direito a se desenvolverem como pessoas e não só como pais de uma criança com deficiência. É preciso fazê-los entender que não se espera que sejam perfeitos, mas simplesmente humanos, no sentido de que seu amor, sua preocupação e sua bondade sejam seus maiores valores.
"Se os pais forem reconhecidos nestes direitos, chegarão a construir verdadeiros passos fundamentais na reabilitação e na educação da criança que apresenta alguma deficiência"